A sequência da franquia Senado Federal pode se chamar ‘A vingança de Renan’

A eleição para a presidência do senado foi um verdadeiro filme de terror, e como acontece com todo clássico do segmento, é provável que tenhamos continuação.

Redação MonteCarlo FM
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

A sequência da franquia, pode se chamar “A vingança de Renan”, que levou a maior derrota da sua carreira, superando as perdas da prefeitura de Maceió em 1988 e ao governo de Alagoas em 1990, quando foi traído pelo então presidente Fernando Collor.

O cangaceiro do MDB já mostrou que não engoliu o resultado, e o primeiro passo da vingança é pedir a expulsão de Simone Tebet do partido. Por outro lado, a senadora tenta dar o golpe de misericórdia em Renan, sendo indicada para a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), cargo que Renan buscará.

Caso Renan fique com a CCJ, o segundo passo do coronel é sabotar o governo de qualquer maneira. E com a comissão na mão, Renan será a primeira barreira para qualquer projeto que o governo apresentar, pois é pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania que os projetos começam a tramitar na casa. Outra arma a ser usada por Renan é o tamanho de seu partido. O MDB mesmo enfraquecido, ainda é o maior partido do senado, e por ter representatividade, vai presidir outras comissões importantes, e as que não consiga a presidência, terá emedebistas como maioria.

Renan colocará os seus para barrar as reformas propostas pelo governo, principalmente pelos ministros Sérgio Moro no campo da segurança, e Paulo Guedes que irá apresentar um projeto de reforma da previdência.

Onyx Lorenzoni, e ACM Neto foram os grandes vencedores do pleito. No momento em que ninguém acreditava na derrota de Renan, foram os dois que acreditaram que era possível derrotar o alagoano. Agora, cabe aos dois colocar os curativos que a batalha causou, e buscar o máximo de entendimento na base, pois um bloco governista desunido, é terra fértil para as chantagens de Renan.

Outro fato a se registrar foi a votação da bancada catarinense. Toda ela fechou com Esperidião Amin, inclusive Dário Berger, que teve uma altivez que eu jamais imaginei. Que essa sintonia continue em prol do nosso estado.

Colaboração: Grupo Catarinense de Rádios 
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