História da Música – Pais e Filhos

 

É difícil escutar o refrão “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã” e não cantar quando toca em algum lugar. “Pais e Filho” é uma das músicas mais famosas e cantadas da banda Legião Urbana. Mas você conhece a história por traz da música?

Não se tem certeza sobre a veracidade da história mais acreditasse que a música foi dedicada a uma amiga de Renato Russo que se jogou do 5º andar de um prédio em Brasília após ter brigado com os pais. Renato Russo sempre dizia que ficava muito triste quando cantava essa música. Por isso não a cantava muito em Shows.

A música começa falando sobre o suicídio de uma menina, porém só depois vem a explicação, e os motivos que levaram a menina a se suicidar. Onde o principal motivo seria as várias discussões e desentendimentos com seus pais.

Analise da música:

Estátuas e cofres
E paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender.

Dorme agora:
É só o vento lá fora.

A música começa falando sobre o suicídio de uma garota, devido a diversos desentendimentos com seus pais.

Quero colo
Vou fugir de casa
Posso dormir aqui. Com você?
Estou com medo tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.

Esses versos aparentemente não possuem relação com o trecho anterior, mas há uma lógica sim: a garota está lembrando de sua vida e as conversas que teve com seus pais, e das frases ditas durante a infância e adolescência.

Meu filho vai ter
Nome de santo
Quero o nome mais bonito.

Aqui começa as falas dos pais aos filhos. Mostrando como mesmo antes de nascer já começa as preocupações com o nome (detalhe: ainda nem sabia se seria menino ou menina, por se tratar de uma garota que está lembrando é possível notar como a preocupação dos pais com nomes que sejam bonitos vem do início da gravidez.)

Refrão:
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar,
Na verdade não há.

 Um conselho que o pai dava à filha, ame hoje porque o amanhã é incerto. É tão verdade que não há amanhã que um dia ela simplesmente se matou, não houve mais dias depois disso.

O refrão é copiado de um livro chinês que eles acharam no quarto do hotel em que se hospedaram na Europa. Aquela celebre frase “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…” “sou uma gota d’água…” na verdade não são autoria de Renato, Foram retiradas desse livro.

Me diz por que o céu é azul
Me explica a grande fúria do mundo
São meus filhos que tomam conta de mim

Voltando à infância e suas dúvidas, perceba que mesmo quando era menina pequena ela já percebi o mundo como um lugar hostil: “a grande fúria do mundo”.

Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais
Eu moro com meus pais.

Aqui o eu-lírico mostra os vários tipos de relação entre pais e filhos: filhos que cuidam dos pais, pais que cuidam dos filhos já grandes, filhos que não tem pai e moram na rua, filhos que vivem mudando de casa e filhos normais que moram com seus pais.

Sou a gota d’água
Sou um grão de areia

 Aqui a menina percebe que é apenas mais uma entre milhões, não se sente especial.

Você diz que seus pais não entendem
Mas você não entende seus pais.
Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo
São crianças como você.

O eu-lírico conversa com a moça (ou ela conversa consigo mesma) e explica que os pais fazem coisas que não são aceitas porque os filhos não entendem ainda e que os pais erram porque não sabem de tudo (são crianças como você) e por isso é um absurdo culpar eles por tudo.

O que você vai ser
Quando você crescer.

 Termina com uma indagação bem filosófica, afinal “o que você vai ser?” É uma indagação perturbadora e a depressão dela deve ter vindo de não saber responder isso e por não se entender com seus pais.

O tema suicídio sempre causou muita discussão, já que não pode culpar a vítima pela morte. A busca de explicações para um suicídio é um desafio para investigadores, que muitas vezes encontram as respostas nas relações familiares. Sendo assim, Pais e filhos é, na verdade, uma crítica contra os pais que não dão a atenção devida aos seus filhos.

 

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